terça-feira, maio 08, 2007

“Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi”

Ladies and gentlemen ou usando a nossa rica gramática, senhoras e senhores, madames e cavalheiros, queridos e queridas... venho por meio desta honra honorária expressar minha grande aversão, a um simples detalhe do nosso dia a dia, a carência do uso da nossa gramática ou/e do nosso idioma, o querido Português/Brasil.
Mas como eu cresci e aprendi errado, por falta, não sei se de cultura, ou de educação asseada por parte das escolas, ou até mesmo a falta de interesse, penso eu por conta de todo o despotismo exigido pelas escolas, que 80% desse opulente idioma, seja omitido, por mim, por você ou por nós.
E como é de ilimitada satisfação, poder apreciar versos de incalculável formosura, como nas composições de escritores conhecidos, como Antônio de Castro Alves “- Maestro, vai-me desculpar mas a realidade não é contraste a preto e branco, há que ter olhinhos para apanhar os meios tons. Matizes, Maestro, matizes...” ou mesmo de desconhecidos para muitos, como Fernando Anitelli (cantor e compositor da trupe “O Teatro Mágico) que musica as palavras, de uma forma que façam as pessoas ouvirem, lerem e até mesmo decorar para cantar junto com a banda nos shows, como essas pequenas citações que ele faz, a platéia o acompanha “-De ontem em diante serei o que sou no instante agora, Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa, Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas, Separadas pelo canto de um galo velho Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho, Do versículo e da profecia, Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho Maria! Minha mamadeira de leite em pó, É cerveja gelada na padaria Meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, E se antes, bem antes, um pedaço de maçã, Hoje quero a fruta inteira, E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa, Da luta não me retiro, Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem.”.
Mas sem me julgar de trivial, impertinente, tenho uma questão a ser colocada a mesa, Você lê para decorar ou para aprender?, Você escuta para cantar ou aprender? Se for para decorar/cantar explica o amontoado de músicas ruins.
Aprender quer dizer – “adquirir conhecimento de; instruir-se; ficar sabendo”. Isso acarreta em um nível mental mais elevado, isso é melhor tanto pessoal quanto social, o musico “Gabriel Pensador” diz assim em uma de suas músicas: ‘Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi, Decoreba: esse é o método de ensino, Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino, Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos, Desse jeito até história fica chato”, é estranho para muitos que possam estar lendo isso, ver que em uma música possa conter tanto conteúdo bom que às vezes só encontramos em livros ou palestra, é como ele diz “Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi”.
E para finalizar, usarei um trecho de uma música do Gabriel (novamente.. rs) que faz leccionar acerca de poucas palavras o valor da mudança: (até quando?, -Gabriel O Pensador) – “Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente - A gente muda o mundo na mudança da mente - E quando a mente muda a gente anda pra frente - E quando a gente manda ninguém manda na gente- Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura - Na mudança de postura a gente fica mais seguro - Na mudança do presente a gente molda o futuro”
Até a próxima...

Fabio Camolesi
Fonte: Dicionário Aurélio

2 comentários:

Mah disse...

E é BraSil, minha gente!
É Brasil de brasa, brava gente brasileira!

E sim, eu estava comentando sobre isso (e quando não estamos?), essa falta de conhecer não só a nossa língua, nosso tupi, nosso grego, nosso latim, nosso português, mas sim de conhecer nossa pátria, nosso Brasil com "S" de cada dia.
E ainda tentam nos tirar isso! A nossa marca, única e vermelha.

Arigatou, por mais japonês que seja, veio do nosso português, do NOSSO obrigado, mas é melhor falar "thank you" e regredir ao pobre...

E continue...

fran disse...

Sucesso com o Blog \o/
Eu vou ler agora, perdão.
Depois eu comento melhor ^___^