terça-feira, maio 29, 2007

Simples assim~

Acho que a maioria das pessoas sentem medo tanto de si mesmas como de ser feliz. Elas passam essa coisa que chamam de vida se perguntando qual o sentido, e até mesmo esperando que a felicidade apareça pulando na sua frente. Esquecem de realmente viver; trabalham e outros morrem no meio do caminho.
O tempo passa, até o presente momento não descobriram as respostas para tantas perguntas e quase sempre a felicidade não apareceu pulando na sua frente.
Só então se dão conta do que fizeram de errado. Que naquela tarde que passou enfiado em um quarto, fazia um dia lindo lá fora, esperando para fazê-lo infinito. Dão-se conta também que não viveram e sim sobreviveram.
É aí aonde a maioria dessa maioria de pessoas resolve simplesmente continuar fazendo tudo errado novamente. Exatamente aí onde se deve renovar as esperanças e simplesmente acreditar.
Aí, é a hora de reconquistar os amigos e de ver que a felicidade pode ser mais simples do que se afogar na banheira.
Então comece a fazer a coisa certa agora; e como já dizia Drummond “Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o ‘Amor’.”
Talita Lôbo (Bac)

sábado, maio 26, 2007

Progresso


Dizem que o mundo evoluiu muito.Também acho que sim, em muitos aspectos. Porém, nossa qualidade de vida regrediu assustadoramente.
No meu tempo de criança, as casas eram grandes e espaçosas. Havia porão, portas altas e muitas janelas, que mantinham sempre claro o ambiente, alegre e arejado. Os quintais eram cheios de árvores frutíferas, horta, flores, muitas galinhas e terra para a gente brincar.
Hoje, as casas mais parecem cavernas escuras e insalubres, com muros altos, portões de chapas, cadeados e grades. No verão, o ambiente torna-se insuportável e apela-se para os inúteis ventiladores, água gelada e ar condicionado. Concretam tudo, como se terra transmitisse doenças e as plantas fossem estorvo. Os condomínios fechados, então, se assemelham às cidades fortificadas da Idade Média.

Isso é progresso?
No meu tempo de criança, minha mãe ficava em casa. Tinha comida quente e almoço em volta da mesa. Ela estava sempre por perto e, apesar de pobres, nunca precisou nos deixar em creches ou nas mãos de terceiros. Hoje, a mulher foi buscar emancipação e a família se esfarelou. O lar ficou vazio e as crianças arrumaram outras “famílias”.
Comecei a trabalhar com 12 anos de idade e sentia o maior orgulho em ganhar meu próprio, apesar de diminuto, salário e ajudar em casa.
Hoje, os jovens estão por aí, nos cantos das esquinas em rodinhas ociosas. Verdadeiras bombas-relógios, que explodirão a qualquer hora. Algum idiota lá de cima achou que eles não devem trabalhar e nem pensou em ocupá-los de alguma forma. Acham que eles não têm sonhos e que um pai é capaz de sustentar os filhos até a maioridade.

Isso é progresso?
Quando era criança, tirei o diploma da quarta série sabendo mais que os da oitava de hoje. Cantava o Hino Nacional antes das aulas, e quando a professora entrava na classe, ficávamos todos em pé. As escolas eram alegres e muito longe da aparência de cadeião que têm agora.
Houve progresso?
Quando era criança, brincava na rua com meus amigos. Em cada esquina havia um campinho de futebol, de onde saíram os grandes atletas. Assistia Bem Hur no cine Politeama, Rei dos Reis, Os Dez Mandamentos, Marcelino Pão e Vinho, El Cid, Mazzaropi e o Gordo e o Magro. Hoje, as ruas são perigosas, os bairros não têm espaço e as crianças ficam na frente da TV engordando e se emburrecendo, cada vez mais, com programas fúteis e filmes violentos. Cinemas nem existem mais a não ser aqueles caixotões insalubres no shopping, onde dificilmente se projetam bons filmes, os preços são abusivos, o som é bom para quem é surdo, e o ar abafado fica impregnado com o cheiro de pipoca transgênica.
Isso é progresso?
Quando era criança ia catar peixinhos coloridos no ribeirão do Enxofre, cujas águas eram cristalinas. Hoje o ribeirão está morto, aliás, como quase todos os de nosso município, que por contínuo descaso do Poder Público, se transformaram em canais abertos de esgoto.
Isso é progresso?
Quando era criança não havia favelas, nem prontos-socorros lotados, nem bolsa-família, nem Febem, nem drogas, nem cadeias cheias de pobres, nem câmeras de vigilância, nem alarmes, nem medo e nem placas com obras “concluídas”. Dormíamos com as portas destrancadas; todos os vizinhos se conheciam e depois do jantar, assentavam-se nas soleiras das portas para contar seus causos.
Aquilo, sim, era progresso.

(Totó Danelon - totodanelon@ig.com.br
é colunista do Jornal "Folha Cidade" de Piracicaba)

quinta-feira, maio 24, 2007

um par~

Diga ao menos o que foi
E se eu faltei em te explicar
Dia que a gente sempre foi
Um par.
(Um par - Los Hermanos)

domingo, maio 20, 2007

Invocação para um dia líquido


"O sabiá no sertão

Quando canta me comove

Passa três meses cantando

E sem cantar passa nove

Porque tem a obrigação

De só cantar quando chove*

(chover - Cordel do Fogo Encantado)


Vai assim pisando leve
Como nem vê e nem sente
Num compasso assim,
de pisar levemente.

Talita Bac


terça-feira, maio 15, 2007

Um lado Inspiração, o outro é outro

De um lado a poesia, o verbo, a saudade

Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim

E o fim é belo incerto... depende de como você vê



O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
(Falta 1 mês e la vai porrada de dias)

“Força(r) de Vontade”

O que seria isso?
Seria, uma vontade forte de conseguir algo, ou forçar a vontade para conseguir aquilo?



"Há uma força matriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade." (Albert Einstein)

segunda-feira, maio 14, 2007

o homem e Deus~

"Certa vez um homem disse à Deus:
- Senhor pra q serve o horizonte? Se eu caminho dez passos em direção a ele, ele se afasta dez passos de mim. Se caminho 1 quilômetro, ele se afasta 1 quilometro de mim.
Deus olhou pra ele e disse:
- Mas é exatamente para isso q serve, para fazê-lo caminhar."


Moral da hitória: além de tudo, Deus ainda pode ser seu personal trainner.

sexta-feira, maio 11, 2007

Um bom exemplo


Um bom exemplo do porque de saber a gramática básica.

para quem tem dificuldade de inglês assim como eu, né Bc ¬¬, rs....
"Coma, Minha Criança"
"Coma minha criança"

quinta-feira, maio 10, 2007

Se não fosse tão clichê~

Se não fosse tão clichê, falaria de amor; é daquela sensação interessante, do frio nas mãos e do tremer dos dedos.
Da vontade de repartir o que se tem, e do simples fato de se gostar de olhar nos olhos.
Falaria daquela coisa de respeito mútuo, da amizade; do interesse de um pelas qualidades do outro e principalmente da compreensão e aceitação dos defeitos.
Lembraria do pôr-do-sol naquelas tardes repletas de tons laranja, que hoje foram trocadas pelo rélis prazer de sentar-se em frente a uma tv.
Coisas que talvez com o tempo tenham perdido um pouco do seu real sentido. Mas que assim como o sol, fazem total diferença. E como diria ela, é uma pena que não estejam “usando muito”.

Talita Bac

terça-feira, maio 08, 2007

“Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi”

Ladies and gentlemen ou usando a nossa rica gramática, senhoras e senhores, madames e cavalheiros, queridos e queridas... venho por meio desta honra honorária expressar minha grande aversão, a um simples detalhe do nosso dia a dia, a carência do uso da nossa gramática ou/e do nosso idioma, o querido Português/Brasil.
Mas como eu cresci e aprendi errado, por falta, não sei se de cultura, ou de educação asseada por parte das escolas, ou até mesmo a falta de interesse, penso eu por conta de todo o despotismo exigido pelas escolas, que 80% desse opulente idioma, seja omitido, por mim, por você ou por nós.
E como é de ilimitada satisfação, poder apreciar versos de incalculável formosura, como nas composições de escritores conhecidos, como Antônio de Castro Alves “- Maestro, vai-me desculpar mas a realidade não é contraste a preto e branco, há que ter olhinhos para apanhar os meios tons. Matizes, Maestro, matizes...” ou mesmo de desconhecidos para muitos, como Fernando Anitelli (cantor e compositor da trupe “O Teatro Mágico) que musica as palavras, de uma forma que façam as pessoas ouvirem, lerem e até mesmo decorar para cantar junto com a banda nos shows, como essas pequenas citações que ele faz, a platéia o acompanha “-De ontem em diante serei o que sou no instante agora, Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa, Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas, Separadas pelo canto de um galo velho Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho, Do versículo e da profecia, Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho Maria! Minha mamadeira de leite em pó, É cerveja gelada na padaria Meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, E se antes, bem antes, um pedaço de maçã, Hoje quero a fruta inteira, E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa, Da luta não me retiro, Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem.”.
Mas sem me julgar de trivial, impertinente, tenho uma questão a ser colocada a mesa, Você lê para decorar ou para aprender?, Você escuta para cantar ou aprender? Se for para decorar/cantar explica o amontoado de músicas ruins.
Aprender quer dizer – “adquirir conhecimento de; instruir-se; ficar sabendo”. Isso acarreta em um nível mental mais elevado, isso é melhor tanto pessoal quanto social, o musico “Gabriel Pensador” diz assim em uma de suas músicas: ‘Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi, Decoreba: esse é o método de ensino, Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino, Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos, Desse jeito até história fica chato”, é estranho para muitos que possam estar lendo isso, ver que em uma música possa conter tanto conteúdo bom que às vezes só encontramos em livros ou palestra, é como ele diz “Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi”.
E para finalizar, usarei um trecho de uma música do Gabriel (novamente.. rs) que faz leccionar acerca de poucas palavras o valor da mudança: (até quando?, -Gabriel O Pensador) – “Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente - A gente muda o mundo na mudança da mente - E quando a mente muda a gente anda pra frente - E quando a gente manda ninguém manda na gente- Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura - Na mudança de postura a gente fica mais seguro - Na mudança do presente a gente molda o futuro”
Até a próxima...

Fabio Camolesi
Fonte: Dicionário Aurélio

segunda-feira, maio 07, 2007

primeiro de muitos.

Nasce aqui o nosso relicário cultural.